MYKONOS FLAME

Kao Kazlauckas, também conhecido por seus amigos como Kao Johnny, neto de imigrantes do leste europeu, nascido em Santos, foi criado no Rio de Janeiro, Brasil. Cresceu com influências da MPB, passando por Mutantes, Caetano, Jorge Ben e a irreverência do samba de raiz. Ainda adolescente foi influenciado pelo freak folk e o movimento new weird america.
Aos 26 anos, quando morava na Holanda descobriu o ukulele, o banjo folk e a música do leste europeu, fatores que vieram influenciar sua música definitivamente. Com tantas inspirações decidiu gravar uma demo caseira, produzida em Lisboa, no início de 2010, cidade onde morou durante um ano. De volta ao Brasil em 2011, firmou parceria com a Astronauta Discos e decidiu dar asas às musicas do seu projeto solo, formando com seus melhores amigos a banda Mykonos Flame.
Além de Kao Johnny (vocal, ukulele e banjo), completam a trupe Daniel Schmidt (backing vocal, guitarra e piano), Daniel Falcão (bateria, backing vocal), André Falcão (guitarra), Danilo Moura (baixo, baixolão) e Alex Little Roach (trompete).
A MF está com o disco homônimo chegando de fábrica e uma festa de lançamento dia 18 de dezembro, no Cais do Oriente (RJ), com DJ’s Larissa Conforto & Rivera. Fizeram uma miniturnê em setembro pela Europa e, em 2012, vão trabalhar o CD de estréia.
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THE CHEDDARS

A ideia era a possibilidade de soar simples ao produzir com complexidade, criando um indie-rock diferenciado e sempre em busca das melhores melodias. O primeiro EP foi lançado em dezembro de 2008, mixado por Pedro Garcia (ex-baterista do Planet Hemp) e em 2010 lançaram um single com duas faixas que contaram com a participação especial do trompetista Pedro Selector, do BNegão & Os Seletores de Frequência.
Liderada por Bruno Costa (voz/guitarra/piano), The Cheddars conta com o apoio de Larissa Conforto (bateria) e de Jayme Monsanto (baixo) – ambos ex-participantes do programa ‘Geléia do Rock’, do Multishow – e prepara seu novo material, a ser lançado em 2012
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O DIVÃ INTERGALÁCTICO

“O som deles quer decodificar um universo infinito de possibilidades, podendo trazer conforto ou desespero. Depende da concepção de vida de quem ouve. Isso é bom ou ruim? No mínimo perigoso.” Conceber O Divã Intergaláctico em poucas linhas, é uma tarefa complicada.
A banda encontra seu lugar na multiplicidade, sonoridade trabalhada e climática, junto a irreverência e energia da apresentação ao vivo. Estes sete garotos, munindo-se com a mistura de texturas e a vontade de explorar sensações através do som, buscam o retorno da internacionalidade do som brasileiro. É indiscutível que chama a atenção de quem procura por novos sons ou algo de diferente na música. São influenciados pela psicodelia dos Beatles, de Syd Barrett e Jefferson Airplane – pela energia e misticismo do Kinks, The Who, The Doors e Velvet Underground – assim como a psicopluralidade de grandes nomes da música brasileira como Mutantes, Tom Zé, Caetano Veloso, Gal Costa, Novos Baianos e o maestro Rogério Duprat. É um projeto que não deve ser retratado simplesmente como uma banda. Deve soar também como uma peça, um quadro ou um evento. A proposta não é apenas de subir no palco e tocar algumas músicas, mas, sim, de apresentar um espetáculo através da união de sons e recursos visuais. Um dos pontos mais impressionantes é a gama de instrumentos utilizados nos arranjos, bateria, guitarra, piano e órgão fundem-se naturalmente com apitos, reco-reco, cornetinha, moedas, passarinhos, sitar, theremin e todo tipo de percussão.
O Álbum de estréia PSICOSSOMÁTICO ou “do que as aves são capazes” sai em 2012 pelo selo Astronauta Discos, com distribuição Tratore. Porém o vinil 7″ com Spaceboy 2, produção independente da banda com apoio do selo, chega em dezembro de 2011.
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DARMA

Darma significa “Lei Natural” ou “Realidade”. Com respeito ao seu significado espiritual, pode ser considerado como o “Caminho para a Verdade Superior”. O darma é a base das filosofias, crenças e práticas que se originaram na Índia. No budismo significa conduta reta, libertação da ignorância ou apenas virtude.
Inspirado nisso o projeto da banda Darma é fazer um rock nacional de qualidade conquistando não só aqueles que gostam de rock and roll, mas também aqueles que por algum motivo se identificam com as letras dos meninos de Campinas, São Paulo. E que entendam sua ideologia. A Darma chega em 2012 ao CD de estréia, “Noites da Cidade Grande”.
Os amantes do rock podem ter certeza que esta banda ainda vai dar o que falar. O primeiro disco do grupo campineiro conta com 14 faixas, todas de autoria própria. Eles buscam inspiração no significado de seu nome para conseguir um lugar ao sol. Ou seja, acreditam que se libertando da ignorância vão enxergar as coisas de uma maneira mais clara e objetiva, podendo assim alcançar rápido seus objetivos. As canções deste disco, compostas pelo vocalista Marco Fellini, outras em parceria com o guitarrista Cauê Pittorri, chegam como um alento ao cenário atual do rock brasileiro. A principio até chega parecer um tanto improvável tocar hard rock em português. Mas com letras voltadas a um cotidiano moderno, retratando todos os nossos prazeres e desprazeres, não havia como eles não cantarem em português.
Fica evidente a cada verso que a ideia deles é realmente a de se impor diante da realidade atual. Desde problemas sociais às noitadas e curtição. As baladas também ocupam seu espaço, como em “Quando eu me for”. Com uma melodia suave e letra tocante. Em “Saudades do bar” vem a pitada de deboche que faltava. Afinal, qual homem casado que nunca passou por tal situação? Em “Caminhos sólidos” surge uma resposta à aqueles que sempre ousam desanimar os que sonham algo alcançar. A banda Darma vem para agitar, chamar atenção, lutar por um ideal sem se esquecer de aproveitar o melhor da vida. Afinal, diversão, mulheres e noitadas regadas a muita bebida, nunca fizeram mal a ninguém. E qual homem ou mulher não gosta de curtir e aproveitar bem as noites de uma cidade grande? A cartada final vem com a original “Mentiras sinceras”. Nela observamos a sensibilidade que deixamos de ter em relação ao nosso país e ao que acontece à nossa volta. Após ouvir este projeto faixa por faixa e conhecer de perto seus ideais, confirmo que eles caminham para o caminho de revelação do rock brasileiro nesta nova década. Quanto a alcançar o tão sonhado estrelato, daqui alguns anos voltamos a conversar. Primeiro, confira!
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ANDRÉ BARROSO E BANDA

André Barroso, jovem artista de Niterói, lançou o CD André Barroso & Banda. No álbum ele conta com auxílio luxuoso de vocalistas amigos em várias músicas, já que seu forte é a guitarra: Luciano Nunes, Leandro Azaziel, Roger Kichalowsky, Gilber T, Joubert Soares, Alexandre Bug e Gustavo Mutran. As letras de André são contestadoras, ou agradecem ao amor, ou ainda passeiam entre o básico e o simples cotidiano sem perder o charme do rock tradicional. Intérprete de suas próprias canções, pode ser considerado um “autor que canta” - e aproveita para mostrar que toca bem guitarra. Isso sem citar que o cara é chargista, ilustrador, jornalista e artista plástico. Mas, na música, ele fez um disco autoral com gosto de retrô-rock’n’roll. Para 2012 ele prepara o segundo álbum, que também sairá em versão long-play, e traz inusitadas participações especiais — como Tatiana Dauster, De Leve e Luciana Pestano.
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CIDADÃO BLINDADO
Vem aí o segundo CD da banda paulista CIDADÃO BLINDADO; 361º: um passo além da circunferência, que chega às lojas em junho pelo selo Astronauta Discos, com distribuição física e digital da Tratore.
Formada por Narciso Variz (Narça) na bateria, Guto Borelli (Guto) nas guitarras, Renato Correa (Ratão) no baixo e Cleyton Vianna (Gurila) na voz, a banda surgiu em 2002 na Baixada Santista, mesclando em sua música elementos diversos , resultando em um vigoroso rock, adicionando hip-hop e suingue em composições equilibradas e amadurecidas. Agora está finalizando a capa e o álbum – que foi produzido em parceria com Marcello Pompeu e HerosTrench, dupla de produtores e músicos da banda paulistana Korzus. O CD foi gravado e mixado entre agosto de 2010 e setembro de 2011.
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JONAS SOUZA
Nascido em Tubarão, interior de Santa Catarina em 1986, Jonas Souza sempre demonstrou interesse pela música. Fantasiando, na infância, bandas imaginárias (desenhando inclusive as capas dos “discos” e criando turnês pelo país, circulando no atlas as cidades onde sua “banda” se apresentaria) cujo repertório consistia de músicas de Bruce Springsteen e Legião Urbana, como se elas fossem suas. Aos 13 anos, se muda para Florianópolis e começa a escrever suas primeiras letras. Participa, sem muitas consequências, de duas bandas punks: Olhos Mudos e Cães de Guerra. Conhece a música de The Doors e a poesia de Rimbaud, quando passa a refinar suas letras, abandonando a estética punk. Aos 21 e 22 compõe as que considera suas primeiras boas canções (“Boa Sorte e Até Logo”, “Amor Soberano”) claramente influenciadas por Bob Dylan, Zé Ramalho e a literatura Beatnik. Aos 23 parte para São Paulo, decidido a iniciar uma carreira como artista solo. Na capital paulista se infiltra na vida musical da cidade, se apresentando em sarais como convidado da banda Coletivo Zeppelin(tra). Em março de 2011 decide morar no Rio de Janeiro, com o intuito de estudar cinema.
Cantando versos como “Vamos por largo caminho/Nascer um novo destino” e “Pelo amor soberano/Surpreende a força das marés/Indo longe, bem longe, feito um cigano/Pela natureza traduzida num sorriso de mulher”, desafia o riso dos conformados com uma poesia que, embora não aponte uma solução e nem o caminho certo a seguir, deseja um outro viver em liberdade, que deve ser conquistada por cada um de nós. Uma liberdade individual, portanto. Mas também há espaço para o romance nesse canto, quando dirigido a mulher amada: “Se você for para o país do norte/E as sete brisas do oceano soprando boa sorte/Deixe o vento torcer seus cabelos/Feliz, como se estivesse, percorrendo o mundo inteiro”.
Jonas Souza busca uma música original e com personalidade, revelando nas letras sua visão sobre esse mundo cambaleante e feroz.
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LOS BIFE
É aquela história de sempre: cinco amigos de escola resolvem montar uma banda. O diferencial é que mais da metade desses projetos morrem pelo caminho, porque a maioria das pessoas vê o fato como uma brincadeira passageira. Menos a galera do Los Bife.
Os bifes amam música, vivem música, respiram música. São do tipo que vão a todos os shows possiveis, frequentam o circuito das bandas alternativas da cidade e se metem em concursos e festivais do gênero pelo simples prazer de tocar. Numa dessas, acabaram faturando o campeonato no Festival Nova Musica Brasileira, em 2011, e de onde já saiu muita gente boa. Isso com apenas meia dúzia de apresentações no colégio e festinhas de amigos no currículo. Ou seja, os meninos tem potencial.
Além disso, eles se divertem no palco. Fazem um som vibrante, com toques de humor (mas não do tipo engraçadinho gratuito), revezando letras em inglês e português e variando muito nos andamentos. Você não vai ouvir o mesmo tipo de som do começo ao fim numa apresentação deles. Que bom. Multitalentosos, todos participam na criação de letras e músicas, daí a diversidade sonora que ouvimos, que resultam em letras mordazes, estranhas, recobertas por músicas que vão do simples rock descabelado ao mais rebuscado.
É isso, sem mais enrolações, o que oferece o Los Bife, banda composta por: Igor Leão (voz e guitarra), Felipe Pacheco (guitarra, violino, voz e backing vocals) Eduardo Miceli (baixo, voz e backing vocals), Maurício Costa (guitarra) e Guy Charnaux (bateria) . Cinco garotos que carregam aquela empolgação dos iniciantes com a garra dos que querem vencer e a qualidade dos que tem o que mostrar. Eles estão no ponto. (por Tom Leão)



